Gal LeGal – 1970 (philips)
Posted by Niggas | Filed under Álbuns

Repostagem do antigo site do Vinil é Arte.
Legal !!! realmente bem legal esse segundo disco solo do então ícone feminino Gal Costa que conta com a participação de grandes músicos da historia brasileira, ressaltando o musico e aliado Jards Macalé. Disco gravado meses após a gravação do seu primeiro LP também solo, em 1969. Nesse álbum, ainda pela Philips, Gal muda o estilo mais radical da influência do tropicalismo de seu primeiro disco e passa a utilizar com mais possibilidades sua voz, como na primeira faixa do lado B, em Hotel das Estrelas, ela mistura blues, soul e um nítido rock ainda enraizado do final dos anos 60.
O disco começa com Eu sou terrível (Erasmo Carlos), numa versão rasgada da musica seguido da próxima faixa A língua do pê , composta por Gilberto Gil, onde Gal apresenta um animado baião misturado também com outras influencias da MPB. Continuando com Love, try and die composta por Gal Costa, Jards Macalé e Lanny, Gal troca os gritos e berros por um vocal agudo mais equilibrado nessa musica com estrofes em inglês mostrando um vocal de entonação diferente da então boneca tropicalista em ascensão.
Meses antes de gravar LEGAL, Gal volta de Londres, onde visitara os amigos Caetano e Gil e ao retornar ao Brasil grava um compacto com a musica London, London, de Caetano Veloso. A música vira um sucesso na época e juntamente ao show Deixa Sangrar , título de uma das músicas do álbum também composta por Caetano, Gal surgia acompanhada do grupo Som Imaginário e do percussionista Naná Vasconcellos fazendo um enorme sucesso nas paradas da época emplacando sucessos e ganhando cada vez mais espaço na imprensa.
O disco conta ainda com as musicas Minimistério de Gilberto Gil, Acauã de Zé Dantas, The archaic lonely star blues de Jards Macalé e Duda e termina com Falsa baiana de Geraldo Pereira. Percebe-se facilmente uma grande influencia da tradicional Bossa e do contexto musical vivido no Brasil e no exterior do inicio dos anos 70.
A capa é uma verdadeira obra de arte, digna de dar banho em muito photoshop por ai, criada por Hélio Oiticica, bastante original, a capa traz o rosto e os cabelos partidos ao meio de Gal, seguido de diversas fotos de contextos diferentes da época. Legal é considerado até hoje um dos registros mais radicais produzido na história da MPB, eu particularmente gosto muito desse LP, muito bem gravado e mixado realmente merece esse reconhecimento dos ouvintes da musica brasileira.
01 – Eu Sou Terrível
02 – Língua do P
03 – ove, Try and Die
04 – Mini-Mistério
05 – Acauã
06 – Hotel das Estrelas
07 – Deixa Sangrar (Carnaval 1971)
08 – The Archaic Lonely Star Blues
09 – London, London
10 – Falsa Baiana
Ficha Técnica
Direção de produção: Manoel Barenbein
Técnicos de gravação: Ary Carvalhaes, João Moreira e Mazzolla
Estúdio: CDB
Arranjos de base: Lanny e Macalé
Arranjos de orquestra: Chiquinho de Moraes
Bateria: Norival
Baixo: Cláudio
Guitarra: Lanny
Piano: Chiquinho de Moraes na faixa “Love, try and die”
Participações especiais: Erasmo Carlos, Tim Maia, Macalé, Lanny e Nana
Capa: Hélio Oiticica
Niggas
Tags: Gal Costa, gal legal, helio oiticica, lanny, legal
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